Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

O Legado de Calouste Gulbenkian

 

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.
 
Em 20 de Junho de 1955, há cinquenta e quatro anos atrás, morria, em Lisboa, com 86 anos de idade, Calouste Sarkis Gulbenkian, proeminente figura da cultura portuguesa.
Gulbenkian nasceu em Istambul, na Turquia, em 1869. Membro de uma ilustre família arménia cujas origens remontam ao século quarto, estudou e licenciou-se em Engenharia e Ciências Aplicadas no King's College da Universidade de Londres. Adquiriu a nacionalidade inglesa em 1902.
Em 1939 foi nomeado Consul Geral do Irão em Paris. Quando, na II Guerra Mundial, os alemães invadiram a França, procurou refúgio em Portugal, fixando-se em Lisboa em 1942, no Hotel Aviz, que ficava nos terrenos em que hoje se ergue o Hotel Sheraton. Ali ficou instalado até à sua morte, em 1955.
Em 18 de Junho de 1953, assinou o seu testamento, deixando uma parte da sua fortuna para a criação da Fundação que ostenta o seu nome. Generoso filantropo, sempre preocupado em ajudar os menos favorecidos, deixou bem claro que a sua Instituição deveria ter fins caritativos, artísticos, educativos e científicos.
A "Fundação Calouste Gulbenkian" é uma instituição de direito privado e utilidade pública e ainda hoje desempenha um papel de relevo na divulgação e promoção da cultura e do património histórico português. Assumiu ainda, por paradigma, estimular o desenvolvimento social e humano, apoiando acções de investigação na área da saúde.
A sua acção, de carácter universalista, desenvolve-se tanto em Portugal como no estrangeiro, através de apoio técnico e financeiro, actividades directas, e concessão de bolsas e subsídios.
A Fundação Calouste Gulbenkian continua hoje a prestar, como na sua génese, um valioso contributo no campo da cultura e da investigação científica. Para além da criação e apetrechamento de museus e institutos científicos e educativos, mantém uma orquestra de música clássica e, até há bem pouco tempo, possuía o mais consagrado grupo de ballet do nosso País. Continua a apoiar, a título individual e colectivo, as mais variadas expressões artísticas, com importantes e frequentes iniciativas na área da música clássica, jazz e música ligeira. Prossegue o espírito social que presidiu à sua fundação, concedendo todos os anos centenas de bolsas de estudo para a frequência de licenciaturas, mestrados e doutoramentos, tanto em Portugal como no estrangeiro. Um apreciável número de bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian percorreu Portugal até 2002, levando a cultura aos mais recônditos recantos do país. Também inúmeros Centros de Recursos Educativos foram apetrechados com livros oferecidos por esta prestimosa Instituição.
            Cinquenta e quatro anos depois da sua morte, Calouste Sarkis Gulbenkian continua bem vivo. Sem dúvida que lhe devemos muito do que ainda se faz de bom em Portugal nas áreas da Arte, Ciência e Educação.
 
Até para a semana. Directo à Questão.
 
publicado por Ricardo às 17:28
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