Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Paula Rego, seguramente uma das maiores pintoras vivas a nível mundial

 

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.
 
A Casa das Histórias - Museu Paula Rego foi recentemente inaugurada em Cascais. O sumptuoso edifício é da autoria do conceituado arquitecto Souto Moura e a direcção do Museu cabe a Dalila Rodrigues, reputado nome da cultura portuguesa, afastada em 2007 do Museu Nacional de Arte Antiga. Só quem não conhece o fantástico espólio do Museu Nacional de Arte Antiga e o excelente trabalho desenvolvido por Dalila Rodrigues na sua passagem por aquela instituição é que poderá ficar indiferente à qualidade da escolha para a direcção da Casa das Histórias.
Para aquele espaço, que promete afirmar-se como referência nacional e internacional na área artística, estão prometidas duas exposições anuais, isto para além da colecção permanente com mais de 100 obras da mais conceituada pintora portuguesa (e seguramente uma das maiores pintoras vivas a nível mundial). Como escrevia a revista "Pública", por ocasião da inauguração do Museu, trata-se de uma verdadeira "consagração em vida de uma artista imensa".
Não é fácil falar sobre Paula Rego. Nascida e criada numa família privilegiada, dividiu a sua vida e parece ainda hoje dividida entre Portugal e Inglaterra. Em Lisboa, onde nasceu, é onde se inspira habitualmente e são as vivências lusas que dão o mote para quase todas as suas obras. Os portugueses reconhecem a sua arte e parece inquestionável que se revêem na sua pintura, de tal forma que a sua exposição em Serralves, no Porto, no ano de 2007, teve mais de 150 mil visitantes, batendo todos os recordes do género em Portugal.
Contudo, foi em Londres que Paula Rego cresceu para a arte, onde fez toda a sua formação e é lá que continua a pintar. Foi a primeira artista associada da British Gallery e continua a ser convidada para as mais reputadas manifestações artísticas da capital inglesa. Não espanta, portanto, que continue a considerar-se “uma artista londrina”.
Os seus quadros de pastel seco trazem inquietação, perturbação, ansiedade e desespero, sempre com uma sexualidade latente e um evidente pendor político. Paula Rego diz-se uma fazedora de enredos, mas deixa o observador fazer a interpretação das histórias dos quadros à sua maneira, e até admite já ter sido forçada a mudar o desfecho das suas obras.
Temos, pois, um novo local de visita obrigatória. Para os amantes da arte. E não só. Esta Casa das Histórias, imponente novo espaço em Cascais, promete muitas surpresas. Como só Paula Rego saberá decerto proporcionar-nos. À sua maneira, claro…
 
Até para a semana. Directo à Questão.
 
publicado por Ricardo às 11:33
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