Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

O Grande Tema para a Nova Década: O desafio das redes sociais (II)

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.
 
Myspace. Facebook. Hi5. Blogosfera. Orkut. YouTube. Twitter. Flickr. Second Life. Linkedln. São expressões que fazem cada vez mais parte do quotidiano de milhões e milhões de pessoas, instituições e empresas. Qual a influência deste tipo particular de fenómeno da era digital? Prosseguimos hoje a nossa reflexão sobre o desafio das redes sociais da Internet, aquele que é, em nossa opinião, o maior dos desafios com que se depara a humanidade na segunda década do século XXI.
Nos últimos dias, registou-se algo absolutamente insólito: o número de mensagens no Twitter ultrapassou o número de seres humanos. Na altura da notícia, havia 6.791 milhões de pessoas na Terra e 6.930 milhões de tweets, ou seja, o número de mensagens colocadas naquela rede social excede o número de pessoas no mundo. Mas há mais números impressionantes. O número de utilizadores das redes sociais na internet é de tal grandeza que, se todos habitassem no mesmo país, este seria o 3º mais populoso do planeta. No caso português, segundo a Comscore, somos o 3º país europeu com maior penetração das redes sociais.
Na actualização de Dezembro do estudo do blogger italiano Vincenzo Cosenza “World Map of Social Networks”, é dito que o Facebook continua a sua colonização do mundo com mais de 350 milhões de utilizadores. É a rede social líder em 100 dos 127 países analisados. As excepções são a Índia e o Brasil, onde domina o Orkut. E o Hi5, que em Dezembro era líder nos Camarões, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Nicarágua, Perú, Portugal, Roménia, Tailândia e Mongólia.
As redes sociais constituem verdadeiros espaços de partilha de afectos e de estabelecimento de pontes de proximidade entre as pessoas. Uma partilha de textos, de opiniões, de músicas, de fotografias, de vídeos, enfim, uma efectiva partilha de conhecimento. E a uma escala universal. Não é por acaso que praticamente todas as grandes marcas de consumo globais já estão nas redes sociais. O mesmo é válido relativamente às instituições e organizações públicas.
Ao nível da comunicação social, as redes sociais causaram uma verdadeira revolução. O jornalismo deixou de deter, em exclusivo, o poder de moldar a opinião pública. As redes sociais da internet, e em especial os blogues, são os principais responsáveis pela criação de um verdadeiro novo paradigma a este nível. Este novo, rápido e eficiente veículo de circulação da informação revolucionou maneiras de pensar e criou novos “fazedores de opinião”. A imprensa escrita foi, sem dúvida, a principal vítima desta circulação de informação a uma velocidade e por canais nunca antes vistos. No entanto, parece-nos que não perdeu o seu lugar no quotidiano dos cidadãos, muito pelo contrário. Teve foi de adaptar-se a esta nova realidade. Não é por acaso que os blogues e as páginas do Twitter mais famosas pertencem a jornalistas ou a colunistas de jornais famosos. Não é por acaso que a maioria das publicações escritas tem o seu sítio na net ou a sua própria rede social. A comunicação social nunca mais voltará a ser a mesma.
É também inevitável uma mudança significativa ao nível do marketing. Toda a comunicação com o consumidor e a relação com os seus hábitos de compra ganha um novo protagonismo. O cargo de director de comunicação para a blogosfera pode começar a fazer parte da estrutura de direcção das maiores empresas.
Claro que estas redes sociais não são imunes a perigos e a ameaças, sobretudo no que concerne à violação de privacidade e à criação de verdadeiros vícios. As equipas de gestão tenderão mesmo a limitar aos colaboradores o uso de redes sociais como forma de aumentar a produtividade. Mas não podemos fazer delas um bicho de sete cabeças. Elas estão aí e para ficar. Cada vez com um maior peso social.
 
Até para a semana. Directo à Questão.
 
publicado por Ricardo às 15:26
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