Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Os Cinco Anos Sobre a Abertura ao Público da Casa da Música

 

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.

 

A 14 de Abril de 2005, faz hoje cinco anos, abria as portas ao público, na cidade do Porto, o emblemático e sublime edifício da Casa da Música, obra do arquitecto holandês Rem Koolhaas. A abertura contou com concertos do grupo portuense Clã e do norte-americano Lou Reed. A inauguração oficial ocorreria no dia seguinte, com a presença de Jorge Sampaio, então Presidente da República Portuguesa.

Imaginada para assinalar o ano festivo de 2001, em que a cidade do Porto foi Capital Europeia da Cultura, a Casa da Música é o primeiro edifício construído em Portugal exclusivamente dedicado à música, seja no domínio da apresentação e fruição pública, seja no campo da formação artística e da criação.

O projecto Casa da Música foi definido em 1999, como resultado de um concurso internacional de arquitectura que escolheu a solução apresentada por Rem Koolhaas. As escavações iniciaram-se ainda em 1999, no espaço da antiga Remise, junto a um dos principais eixos de tráfego do centro da cidade do Porto, a Rotunda da Boavista. O lugar onde está actualmente o edifício era usado para recolha e reparação dos carros eléctricos que circulavam pela cidade do Porto.

O custo inicial previsto para a construção, excluindo o valor dos terrenos, era de 33 milhões de euros, acabando por derrapar para os 111,2 milhões de euros e ficando concluída quatro anos depois do prazo inicialmente previsto. A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de forma a conseguir a forma geométrica ímpar do imponente edifício.

A arquitectura da Casa da Música foi aclamada internacionalmente. Nicolai Ouroussoff, crítico de arquitectura do New York Times, classificou-o como “o projecto mais atraente que o arquitecto Rem Koolhaas já alguma vez construiu” e como “um edifício cujo ardor intelectual está combinado com a sua beleza sensual”. Compara-o também “ao exuberante projecto” do Museu Guggenheim Bilbao do arquitecto Frank Gehry, na cidade espanhola de Bilbao. Segundo aquele crítico, “olhando apenas o aspecto original do edifício, verifica-se que esta é uma das mais importantes salas de espectáculos construída nos últimos 100 anos”, comparanda-o à sala de espectáculos de Walt Disney, em Los Angeles e ao auditório da Berlim Philharmonic, na capital alemã.

A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espectáculos. O maior auditório tem uma capacidade inicial de 1 238 lugares, mas a sua dimensão pode ser variável. O auditório mais pequeno é completamente flexível, não sendo publicitado um número fixo de lugares, embora possa ser definida uma média de 300 lugares sentados e 650 lugares de pé, dependendo do tamanho e da localização do palco, da disposição das cadeiras e da presença e do tamanho do equipamento de som e de gravação. No topo do edifício, existe um terceiro espaço para espectáculos, projectado para 250 lugares.

Como é dito no seu sítio oficial na Internet, a Casa da Música foi concebida para ser a casa de todas as músicas, integrando-se no processo de renovação urbana da cidade invicta e numa rede de equipamentos culturais à escala metropolitana e mundial. É uma instituição que acolhe um projecto cultural inovador e abrangente e que assume a dinamização do meio musical nacional e internacional, nas mais variadas áreas, da clássica ao jazz, do fado à electrónica, da grande produção internacional aos projectos mais experimentais.

 Para além de concertos, recitais e performances, a Casa da Música promove encontros de músicos e musicólogos, investindo na procura das origens da música portuguesa. Define-se também enquanto plataforma cultural aberta a cruzamentos entre a música e outras áreas de criação artística e de conhecimento, um espaço aberto a todos os públicos e a todos os criadores.

Um local de visita obrigatório para os amantes da música. E não só.

 

 

Até para a semana. Directo à Questão.

 

publicado por Ricardo às 14:01
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