Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Sobre o Impacto da Mexida no Rating de Portugal por Parte da Standard & Poor’s (I)

 

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.

 

Depois de nas nossas últimas reflexões termos analisado alguns dos factores que estão na base do atraso competitivo português, continuamos hoje a falar de economia. Precisamente porque o assunto não podia continuar a estar mais na ordem do dia. Sobretudo depois de toda a convulsão económica provocada pela descida do rating da dívida pública portuguesa por parte da agência de notação financeira Standard & Poor's.

Analisamos nas nossas duas próximas reflexões o impacto desta decisão da Standard & Poor’s e tentamos perceber como funciona este mecanismo de regulação dos mercados.

O corte em dois níveis do rating de longo prazo da dívida portuguesa de A+ para A- por parte da Standard & Poor’s surge precisamente numa altura em que a pressão sobre a dívida portuguesa faz subir os juros e penaliza a bolsa.

A perspectiva da dívida pública portuguesa mantém-se particularmente negativa. Está inclusive a um passo de cair de escalão, já que o Outlook (ou perspectiva) da Standard & Poor's continua a ser negativo. Se isso acontecer, Portugal passará a ter um rating de "BBB+", igual ao da Grécia. Quanto à divida de curto prazo, o 'rating' português está agora na terceira posição, em A2.

A agência de 'rating' já havia cortado em Janeiro do ano passado o 'rating' de longo prazo da República Portuguesa de AA- para A+ e em Dezembro colocou a economia portuguesa sobre um Outlook negativo.

Esta decisão surge numa altura em que os mercados financeiros estão a penalizar Portugal, essencialmente devido aos receios de contágio vindos da Grécia. Neste grupo de risco encontram-se ainda países como a Espanha ou a Itália. Nas últimas semanas Portugal tem estado particularmente no centro das preocupações, quanto a um eventual incumprimento, elevando o 'spread' da dívida pública a máximos históricos.

Os responsáveis alemães foram os que mais reticências colocaram ao apoio à Grécia. Falamos de mais de 30 mil milhões de euros que serão emprestados pelos países do euro à Grécia, a que se juntam 15 mil milhões de euros que virão do Fundo Monetário Internacional. A Alemanha, responsável pela maior fatia do bolo, veio a público defender mais reformas e maior esforço à Grécia, mas o estado de convulsão social vivido nos últimos dias nas ruas da Grécia vem demonstrando que não será fácil recuperar a economia grega.

Na nossa próxima reflexão tentaremos perceber como funciona o rating da Standard & Poor's.

 

 

Até para a semana. Directo à Questão.

publicado por Ricardo às 10:05
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