Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Michael Jackson: O Fim de um Mito

 

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.
 
Odiado por muitos. Amado por muitos mais. Michael Jackson, o rei do pop morreu no Hospital da Universidade de Los Angeles, no passado dia 25 de Junho, eram 14h26, hora local. Tinha 50 anos.
Michael Jackson faleceu de ataque cardíaco, mas muito se tem especulado quanto a eventuais abusos de medicação do cantor. Lenda da pop, um verdadeiro génio da música, desaparece a 3 semanas do aguardado regresso aos palcos, em Londres. Poderá ter sido também essa ansiedade pelo muito aguardado regresso uma das causas da morte. O certo é que o mundo ficou de luto. A música não voltará a ser a mesma.
Criança prodígio, Michael Jackson começou aos 5 anos num ambiente muito familiar, ao lado dos irmãos, os Jackson Five. A carreira a solo atingiu o seu auge com o brilhante “Thriller”, que vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo e é, ainda hoje, uma incontornável referência no pop à escala global.
Polémico, já na fase mais decadente da sua carreira, no pós-anos noventa, não se livrou de acusações de pedofilia e gastou fortunas para se livrar das malhas da justiça. O seu conhecido rancho de Neverland, ou Terra do Nunca, foi vendido nessa fase. Refugiou-se no Médio Oriente para reaparecer nas notícias recentemente, prometendo novidades e muitos, muitos concertos. A verdadeira euforia de fãs e não fãs em torno desse prometido regresso à ribalta mostrou que a sua áurea estava longe de estar esgotada. Ironicamente, haveria de ser numa fase em que muitos atestavam a sua boa saúde e o davam como mais apto que nunca para o regresso aos palcos da fama, que a tragédia da sua morte enlutou todo o panorama artístico mundial. É o fim de um mito.
Foi Michael Jackson que ajudou a definir o próprio conceito de teledisco. Impulsionado pela ascensão do canal de televisão MTV, foi o cantor que nos ensinou a valorizar a imagem que acompanha a voz, que soube mostrar ao mundo a magia da cor, da dança e da coreografia no impacto visual. Podemos, neste prisma, falar, mais do que nunca, num verdadeiro artista.
Sempre longe de ser consensual, Michael Jackson moveu e move multidões. Reinventou a música, mas, acima de tudo, inventou o teledisco. Não terá sido, contudo, capaz, em grande parte das ocasiões, de gerir da melhor forma todo o seu talento e projecção mediática.
Morreu ontem, hoje só me apetece ouvir a sua música non-stop. Morreu ontem, hoje continua a perpetuar o seu estilo e a fazer-nos lembrar uma geração. Morreu ontem, hoje o mundo demonstra que ninguém o esquece.
 
Até para a semana. Directo à Questão.
 
publicado por Ricardo às 15:32
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