Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Mao Tsé-Tung: A China entre o passado e o presente

 

Ora viva. Estamos de volta. Directo à Questão.
 
A 9 de Setembro de 1976, faz hoje precisamente trinta e três anos, falecia Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China. Mao Tsé-Tung foi um importante teórico marxista, político, revolucionário, poeta, soldado e governante comunista da República Popular da China.
Mao nasceu na aldeia de Shaoshan, na China. Filho de camponeses, frequentou a escola até aos 13 anos de idade e trabalhou como lavrador com os pais até ao momento em que, por desavenças com o pai, saiu de casa para estudar em Changsha, capital de província. Foi aí que conheceu as ideias políticas ocidentais e especialmente as do líder nacionalista Sun Yat Sen. Quando, em 1911, teve início a revolução contra a dinastia Manchu que dominava o país, Mao Tsé-Tung alistou-se como soldado no exército revolucionário, ali permanecendo até o início da república chinesa, em 1912.
De 1913 a 1918, estudou na Escola Normal de Hunan, aprendeu filosofia, história e literatura chinesa. Mao Tsé-Tung destacou-se, desde logo, como proeminente líder estudantil, com participação em várias associações. Mudou-se para Beijing em 1919, onde iniciou os estudos universitários em Filosofia e Pedagogia. Foi neste contexto que conheceu Chen Tu Hsiu e Li Ta Chao, fundadores do Partido Comunista Chinês.
Não foi, portanto, de estranhar que, em 1921, Mao Tsé-Tung tenha participado na fundação do Partido Comunista Chinês. Nos primeiros anos à frente do partido, insistiu, contra a linha pró-soviética dos seus aliados, no potencial revolucionário do movimento camponês.
Seis anos depois da fundação do Partido, em 1927, Chiang Kai Shek assumiu o poder da China e também a luta contra os comunistas. Após a ruptura com o Kuomintang, Mao Tsé-Tung organizou um movimento revolucionário em Hunan e Jiangxi. Em Outubro de 1934, Mao Tsé-Tung e seu exército rompem o cerco das tropas do Kuomintang e seguem para o noroeste do país, iniciando a famosa Grande Marcha até Yanan, marcante acção que reafirma a sua independência do Kuomintang e torna definitivamente Mao uma personalidade dominante do Partido Comunista Chinês.
Como culminar dessa afirmação do poder, é em 1 de Outubro de 1949 que, da tribuna da Porta da Paz Celestial, mais conhecida por Tiananmen, Mao Tse-Tung proclama a República do Povo da China. Ainda hoje, nesse mesmo lugar permanece a sua foto que, curiosamente, é substituída todos os anos por outra exactamente igual. A partir dessa data, a Praça Tiananmen assistiu a inúmeros desfiles militares, estudantis e de trabalhadores, para assinalar a efeméride, mas também para mostrar às potências acreditadas o crescente poderio do país.
Quando, em 1959, o tenista de mesa Rong Guotuan se tornou o primeiro campeão do mundo chinês, Mao Tse-Tung encontrou no feito uma verdadeira “arma nuclear espiritual”. A competição tornou-se objecto de glória e de orgulho. A Escola de Shichahai foi criada naquele ano. Ainda hoje, exactamente meio século depois, numa economia global enformada pelo capitalismo, o desporto continua a constituir para a China um bastião de estabilidade nacional.
A luta pelo poder, na China, foi renovada em 1976, com a morte de Mao Tse-Tung e de Chu En-lai. Destacou-se então o chamado "Grupo Radical", liderado pela mulher de Mao, Jiang Qing, contra os partidários de Deng Xiaoping e Hua Guofeng, considerados direitistas. O grupo radical foi derrotado e da crise emergiu como figura máxima Deng Xiaoping. Com a sua ascensão ao poder, uma nova fase na vida da China se iniciava.
Do resto, pouco há a acrescentar. Já todos o sabemos. O mundo globalizou-se e a China emergiu como uma verdadeira potência à escala planetária. Entre o passado e o presente, o poder actual da China na economia à escala mundial não pode ser ignorado. E o papel de Mao Tsé-Tung nesta história muito menos.
 
Até para a semana. Directo à Questão.
publicado por Ricardo às 18:05
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